Bolsa Mandala: quando o crochê se torna um amuleto
- Rafaella Souza
- 14. Jan.
- 2 Min. Lesezeit
Criar com as mãos é um gesto de confiança.

Confiança no processo, no tempo e, principalmente, em si mesma.
A Bolsa Mandala nasceu com esse propósito: incentivar mais pessoas a acreditarem que é possível criar tudo o que se deseja, mesmo aquilo que parece complexo ou distante à primeira vista.
Ela surgiu a partir de uma ideia estética — o desejo de criar uma peça elegante, exclusiva e atemporal — mas, como todo processo artesanal verdadeiro, trouxe aprendizados pelo caminho.
O planejamento estava certo, o fazer fluiu com rapidez, mas um imprevisto pausou a produção por uma semana. Foi ali que a criação ensinou algo essencial: paciência também faz parte do artesanato. Respeitar o tempo é, muitas vezes, parte da beleza final.
Crochê e estrutura: tradição que se atualiza

Em determinado momento, ficou claro que a bolsa precisava de estrutura.
Foi então que o crochê encontrou a tecnologia.
O fundo estruturado, desenvolvido por impressão 3D, não representa ruptura, mas evolução. Ele simboliza a certeza de que o fazer manual não precisa ficar preso ao passado — ele pode, e deve, se atualizar, dialogar com o presente e abrir novas possibilidades.
Essa união marca o início de um novo caminho: uma coleção de bolsas que combinam crochê e 3D, tradição e inovação, sensibilidade e precisão.
A mandala como proteção

No interior da bolsa, uma mandala.
Não por acaso.
A mandala é um símbolo que atravessa culturas e tempos. Para mim, ela representa proteção — um filtro simbólico entre o que vem de fora e o que carregamos dentro. É uma imagem que me acompanha também no corpo, como lembrança constante de equilíbrio, intenção e cuidado.
Por isso, a Bolsa Mandala foi criada com uma intenção clara:ser um amuleto de proteção e sorte.
Cada ponto carrega o desejo de filtrar o excesso, acolher o essencial e espalhar o que há de melhor: bem, luz e amor.
Para quem é a Bolsa Mandala?

Imagino essa bolsa em pessoas que apreciam o crochê não apenas como técnica, mas como linguagem. Vejo-a sendo usada durante o dia, apoiada suavemente no antebraço — discreta, presente, cheia de significado.
O valor de uma peça artesanal não está no que ela custa, mas no que ela carrega de tempo, intenção e presença.




